Lipideos - Casa da Ovelha

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Lipideos

Benefícios à saude

LIPÍDEOS E ÁCIDOS NO LEITE DE OVELHA


LIPÍDEOS

          O leite de ovelha contém o dobro de quantidade de butterfat em comparação aos leites de vaca e cabra. Os glóbulos de gordura do leite de ovelha são menores do que os 2 citados. Portanto o leite é mais homogêneo. Quanto menores os glóbulos de gordura, mais facilmente são digeridos e menos propensos a causarem aumento nos níveis de colesterol.
           As 3 vitaminas lipossolúveis são encontradas entre as gorduras do leite de ovelha. Em outras palavras, estão incorporadas nas gorduras e sem elas, a pessoa pode ficar bem doente ou mesmo perecer se estiverem ausentes. Incluem as vitaminas A, D e E. Como já mencionado, o leite de ovelha contém quantidade marcante a mais destas vitaminas em comparação aos leites de vaca e cabra.
        O leite de ovelha contém também maior quantidade de ácidos graxos saturados de cadeia média/ curta e acredita-se que isto leva à maior absorção da lactose, o que acaba  por ser benéfico aos intolerantes à lactose. O leite de ovelha contém ácido lático, uma forma conversora da lactose, tornando-a mais facilmente aceita pelas pessoas intolerantes à lactose.
         Além do mais, o leite de ovelha não é tão rico em ácidos graxos saturados quando comparado com outros tipos de leite,  45% dos ácidos graxos do leite de ovelha são gorduras mono e polinsaturadas. Os valores médicos e nutricionais dos ácidos graxos de cadeia média ou triglicérides (TCM) são bem conhecidos e seus benefícios foram provados em ampla faixa de doenças como doenças cardíacas, epilepsia em crianças, fibrose cística, cálculos renais, etc, por causa de sua capacidade metabólica única em suprir energia. TCM também limita ou inibe os depósitos de colesterol e frações do LDL,  dissolve os cálculos renais e exerce papel importante no crescimento normal dos bebes. TCM é único porque não segue a rota normal lipídica através do sistema linfático. Ao invés disso, é oxidado em energia prontamente disponível ao organismo. Como os ácidos graxos são de menor tamanho, não aderem às artérias e nem causam bloqueios como os ácidos graxos de cadeia longa.
             A recomendação de ingestão diária de 15g de TCM pode ser providenciada por aproximadamente 60g de manteiga de ovelha.

ÁCIDOS GRAXOS


             Alguns ácidos graxos trans (AGT) ocorrem naturalmente no sistema digestivo dos animais ruminantes como vacas, ovelhas e cabras. Portanto, alguns ácidos graxos trans estão presentes na carne, leite e seus produtos derivados. Basicamente são ácidos graxos trans monoinsaturados C18, principalmente (quase a metade) de ácido vacênico. O mais importante, contudo, é que as gorduras trans de ocorrência natural não compartilham das propriedades danosas das gorduras trans sintéticas, resultado da hidrogenação.
             O teor em AGT no leite de ovelha varia de 2,5 a 5% do total em ácidos graxos, dependendo principalmente da dieta e estação do ano. Em ruminantes, o leite de ovelha apresenta as maiores quantidades, depois do leite de vaca e, finalmente, da gordura do leite de cabra. (Precht et al, 2001).

ACIDO LINOLEICO CONJUGADO (CLA)


             Entre os ruminantes, as gorduras do leite de ovelha contêm não somente o mais alto nível de CLA, mas também o maior teor de ácido vacênico (AV), seu precursor fisiológico. Trans-10 cis-12 C18:2 possui propriedades otimizadoras da massa magra (Belury,2002) e vários estudos em animais e humanos sugerem que este isômero pode ser responsável pela diminuição dos níveis em glicose e aumento da resistência insulínica (Khanal, 2004). O processamento do leite de ovelha a queijo parece não ter efeito na concentração final do CLA (Luna et al, 2005). Por outro lado, nenhum outro fator, como raça, paridade, ou dias em lactação podem afetar significativamente o teor do CLA na gordura do leite (Tsiplakou et al, 2006), o que significa que a nutrição do animal permanece como fator soberano, explicando as proporções maiores dos teores variáveis em CLA na gordura do leite de ovelha.  
             Como fator mais importante registrado em um trabalho sobre produção leiteira na revista científica Journal of Dairy Science, com procedentes de 14 rebanhos de ovelhas em Castilla e León, Espanha, considerou-se a estação do ano. Na primavera, o leite de ovelha apresenta, segundo a investigação, entre 30 e 44% mais de concentração em CLA que outras estações do ano. O efeito da estação está vinculado à alimentação porque tanto na primavera quanto no verão, esta tem uma base pastosa. O CLA, a grosso modo, se forma no rúmen a partir do pasto ingerido pelos animais. Esta circunstância confirma a importância do pastoreio controlado para a produção láctea das ovelhas.



 
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